18 de março de 2016

SÍMBOLOS CRISTÃO

Simbolo Peixe
O Ichthys ou peixe estilizado(a palavra Ichthys significa peixe em grego,sendo também um acrônimo de Iesus Christus Theou Yicus Soter, "Jesus Cristo filho de Deus Salvador"), hoje sempre visto no protestantismo. Outros símbolos do cristianismo primitivo, por vezes ainda utilizados, eram o Alfa e o Ômega (primeira e última letras do alfabeto grego, em referência ao fato de Cristo ser o princípio e o fim de todas as coisas), a âncora (representando a salvação da alma chegada ao bom porto) e o "Bom Pastor", a representação de Cristo como um pastor com as suas ovelhas. O símbolo do peixe foi adotado .O simbolo peixe (Ichthys),doi adotado pelos primeiros cristãos para poderem se identificar pelo fato de manterem reuniões às escondidas por serem perseguidos nos primeiros dias da Igreja ,ou seja nos primeiros seculos. Cristianismo, do grego Xριστός, "Cristo", é uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como são apresentados no Novo Testamento. A fé cristã acredita essencialmente em Jesus como o Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor. Segundo a religião judaica,o Messias, um descendente do Rei Davi, iria um dia aparecer e restaurar o Reino de Israel. Na Palestina, por volta de 26 d.C., Jesus Cristo, nascido na cidade de Belém na Galileia começou a pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, sendo aclamado por alguns como o Messias. Jesus foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades judaicas. Foi condenado por blasfêmia e executado pelos romanos como um líder rebelde. Seus seguidores enfrentaram dura oposição político-religiosa, tendo sido perseguidos e martirizados, pelos líderes religiosos judeus, e, mais tarde, pelo Estado Romano. Com a morte e ressurreição de Jesus,os apóstolos, principais testemunhas da sua vida, reúnem-se numa comunidade religiosa composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém. Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a "partilha do pão" em memória da última refeição tomada por Jesus e administrava o batismo aos novos convertidos. A partir de Jerusalém, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião inclusive aos que eram rejeitados pelo judaísmo oficial. Assim, Filipe prega aos Samaritanos, o eunuco da rainha da Etiópia é batizado, bem como o centurião Cornélio. Em Antioquia, os discípulos abordam pela primeira vez os pagãos e passam a ser conhecidos como cristãos. Paulo de Tarso não se contava entre os apóstolos originais, ele era um judeu fariseu que perseguiu inicialmente os primeiros cristãos. No entanto, ele tornou-se depois um cristão e um dos seus maiores, senão o maior missionário depois de Jesus Cristo. Boa parte do Novo Testamento foi escrito ou por ele (as epístolas) ou por seus cooperadores (o evangelho de Lucas e os atos dos apóstolos). Paulo afirmou que a salvação dependia da fé em Cristo. Entre 44 e 58 ele fez três grandes viagens missionárias que levaram a nova doutrina aos gentios e judeus da Ásia Menor e de vários pontos da Europa, entre eles Roma. Nas primeiras comunidades cristãs .a coabitação entre os cristãos oriundos do paganismo e os oriundos do judaísmo gerava por vezes conflitos. Alguns dos últimos permaneciam fiéis às restrições alimentares e recusavam-se a sentar-se à mesa com os primeiros. Na Assembléia de Jerusalém, em 48, decide-se que os cristãos ex-pagãos não serão sujeitos à circuncisão, mas para se sentarem à mesa com os cristãos de origem judaica devem abster-se de comer carne com sangue ou carne sacrificada aos ídolos. Consagra-se assim a primeira ruptura com o judaísmo. Na época, a visão de mundo monoteísta do judaísmo era atrativa para alguns dos cidadãos do mundo romano, mas costumes como a circuncisão, as regras de alimentação incômodas, e a forte identificação dos judeus como um grupo étnico (e não apenas religioso) funcionavam como barreiras dificultando a conversão dos homens. Através da influência de Paulo, o cristianismo simplificou os costumes judaicos aos quais os gentios não se habituavam enquanto manteve os motivos de atração. Alguns autores defendem que essa mudança pode ter sido um dos grandes motivos da rápida expansão do cristianismo. Outros autores entendem a ruptura com os ritos judaicos mais como uma conseqüência da expansão do cristianismo entre os não-judeus do que como sua causa. Estes invocam outros fatores e características como causa da expansão cristã, por exemplo: a natureza da fé cristã que propõe que a mensagem de Deus destina-se a toda a humanidade e não apenas ao seu povo escolhido; a fuga da perseguição religiosa empreendida inicialmente por judeus conservadores, e posteriormente pelo Estado Romano; o espírito missionário dos primeiros cristãos com sua determinação em divulgar o que Cristo havia ensinado a tantas pessoas quantas conseguissem. A narrativa da perseguição religiosa, da dispersão dela decorrente, da expansão do cristianismo entre não-judeus e da subseqüente abolição da obrigatoriedade dos ritos judaicos pode ser lida no livro de Atos dos Apóstolos. De resto, os cristãos adotam as regras e os princípios do Antigo Testamento, livro sagrado dos Judeus. Em Junho do ano 66 inicia-se a revolta judaica.Em Setembro do mesmo ano a comunidade cristã de Jerusalém decide separar-se dos judeus insurrectos, seguindo a advertência dada por Jesus de que quando Jerusalém fosse cercada por exércitos a desolação dela estaria próxima, e exila-se em Pela, na Transjordânia, o que representa o segundo momento de ruptura com o judaísmo. Após a derrota dos judeus em 70,cristãos e outros grupos judeus trilham caminhos cada vez mais separados. Para o cristianismo o período que se abre em 70 e que segue até aproximadamente 135 caracteriza-se pela definição da moral e fé cristã, bem como de organização da hierarquia e da liturgia. No Oriente, estabelece-se o episcopado monárquico: a comunidade é chefiada por um bispo, rodeado pelo seu presbitério e assistido por diáconos. Gradualmente, o sucesso do cristianismo junto das elites romanas fez deste um rival da religião estabelecida. Embora desde 64, quando Nero mandou supliciar os cristãos de Roma, se tivessem verificado perseguições ao cristianismo, estas eram irregulares. As perseguições organizadas contra os cristãos surgem a partir do século II: em 112 Trajano fixa o procedimento contra os cristãos. Para além de Trajano, as principais perseguições foram ordenadas pelos imperadores Marco Aurélio, Décio, Valeriano e Diocleciano. Os cristãos eram acusados de superstição e de ódio ao gênero humano. Se fossem cidadãos romanos eram decapitados; se não, podiam ser atirados às feras ou enviados para trabalhar nas minas. Durante a segunda metade do século II.assiste-se também ao desenvolvimento das primeiras heresias. Tatiano, um cristão de origem síria convertido em Roma, cria uma seita gnóstica que reprova o casamento e que celebrava a eucaristia com água em vez de vinho. Marcião rejeitava o Antigo Testamento, opondo o Deus vingador dos judeus, ao Deus bondoso do Novo Testamento, apresentado por Cristo; ele elaborou um Livro Sagrado feito a partir de passagens retiradas do Evangelho de Lucas e das epístolas de Paulo. À medida que o cristianismo criava raízes mais fortes na parte ocidental do Império Romano, o latim passa a ser usado como língua sagrada (nas comunidades do Oriente usava-se o grego). Durante o século III,com o relaxamento da intolerância aos cristãos, a Igreja havia conseguido muitos donativos e bens. Porém com o fortalecimento da perseguição pelo imperador Diocleciano, esses bens foram confiscados. Posteriormente com a derrota de Diocleciano e a ascensão do imperador romano Constantino, o cristianismo foi legalizado pelo Édito de Milão de 313, e os bens da Igreja devolvidos. A questão da conversão de Constantino ao Cristianismo.é uma teima de profundo debate entre os historiadores, mas em geral se aceita que a sua conversão ocorreu gradualmente. Como maneira de fazer penitência, Constantino ordenou a construção de diversas basílicas e outros templos e as doou à Igreja. Dentre elas, uma basílica em Roma no local onde, segundo a Tradição, o apóstolo Pedro estava sepultado e, influenciado pela sua mãe, a imperatriz Helena, ordena a construção em Jerusalém da Basílica do Santo Sepulcro e da Igreja da Natividade em Belém. Para evitar mais divisões na Igreja,Constantino convocou o Primeiro Concílio de Nicéia em 325, onde se definiu o Credo Niceno, uma manifestação mínima da crença partilhada pelos bispos cristãos. Mais tarde, nos anos de 391 e 392,o imperador Teodósio I combate o paganismo, proibindo o seu culto e proclamando o cristianismo religião oficial do Império Romano. O lado ocidental do Império cairia em 476, ano da deposição do último imperador romano pelo "bárbaro" germânico Odoacro, mas o cristianismo permaneceria triunfante em grande parte da Europa, até porque alguns bárbaros já estavam convertidos ao cristianismo ou viriam a converter-se nas décadas seguintes. O Império Romano teve desta forma um papel instrumental na expansão do cristianismo. Do mesmo modo, o cristianismo teve um papel proeminente na manutenção da civilização européia. A Igreja, única organização que não se desintegrou no processo de dissolução da parte ocidental do império, começou lentamente a tomar o lugar das instituições romanas ocidentais, chegando mesmo a negociar a segurança de Roma durante as invasões do século V. A Igreja também manteve o que restou de força intelectual, especialmente através da vida monástica. Embora fosse unida linguisticamente, a parte ocidental do Império Romano jamais obtivera a mesma coesão da parte oriental (grega). Havia nele um grande número de culturas diferentes que haviam sido assimiladas apenas de maneira incompleta pela cultura romana. Mas enquanto os bárbaros invadiam, muitos passaram a comungar da fé cristã. Por volta dos séculos IV e X, todo o território que antes pertencera ao ocidente romano havia se convertido ao cristianismo e era liderado pelo Papa. Missionários cristãos avançaram ainda mais ao norte da Europa, chegando a terras jamais conquistadas por Roma, obtendo a integração definitiva dos povos germânicos e eslavos. A religião cristã tem três vertentes principais:o Catolicismo, a Ortodoxia Oriental (separada do catolicismo em 1054) e o protestantismo (que surgiu durante a Reforma Protestante do século XIV). O protestantismo é dividido em grupos menores chamados de denominações. Os cristãos acreditam que Jesus Cristo é o Filho de Deus que se tornou homem e o Salvador da humanidade, morrendo pelos pecados do mundo. Geralmente, os cristãos se referem a Jesus como o Cristo ou o Messias. A religião nasceu no berço da doutrina judaica e se firmou no Império Romano, de onde ganhou o mundo. Os adeptos da fé cristã acreditam que Jesus é o Messias profetizado na Bíblia hebraica (a parte da Escritura comum ao cristianismo e ao judaísmo, e conhecida entre os cristãos como Antigo Testamento).· Igreja Católica Apostólica e que hoje congrega o maior número de fiéis; · Ortodoxia: originária do grande Cisma do Oriente (séc. XI) e é constituída por duas grandes Igrejas ortodoxas - a grega e a russa - que apresentam algumas diferenças entre si, nomeadamente a língua usada na liturgia; Protestantismo: originária da segunda grande cisma cristã (Reforma Protestante) de Martinho Lutero, no século XVI, e engloba grande número de movimentos e denominações distintas. Atualmente a Igreja Protestante (também chamada Igreja Evangélica) pode ser dividida em três vertentes: Denominações históricas: resultado direto da reforma protestante. Destacam-se nesta vertente os luteranos, anglicanos, presbiterianos, metodistas e batistas. · Denominações pentecostais: originárias em movimento do início do século XX é baseando na crença na presença do Espírito Santo na vida do crente através de sinais, denominados por estes como dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas (glossolalia), curas, milagres, visões etc. Destacam-se nesta vertente Assembléia de Deus, Igreja Presbiteriana Renovada, O Brasil para Cristo, Congregação Cristã, Igreja Cristã Maranata e a Igreja do Evangelho Quadrangular. · Denominações neopentecostais:originárias na segunda metade do século XX de avanço das igrejas pentecostais, não configuram uma categoria homogênea possuindo muita variedade nesse meio. Algumas possuem aceitação de músicas de vários estilos, outras adquiriram o formato G-12. Destacam-se nesta vertente a Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Apostólica Fonte da Vida, Igreja Internacional da Graça de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Igreja Evangélica Cristo Vive, Ministério Internacional da Restauração, Igreja de Nova Vida, Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, Igreja Bola de Neve e a Igreja Unida. O grande crescimento deste segmento religioso deve-se principalmente pela pregação do Paraíso na terra, como a satisfação por bens materiais. Nesta linha, podemos citar principalmente a Igreja Universal do Reino de Deus onde ensina que Deus é obrigado a dar conforto material e não somente conforto espiritual. · Além desses três ramos majoritários,ainda existem outros segmentos minoritários do cristianismo. Em geral se enquadram em uma das seguintes categorias: Restauracionismo - são doutrinas surgidas após a Reforma Protestante cujas bases derrogam as de todas as outras tradições cristãs, basicamente tendo como ponto em comum apenas a crença em Jesus Cristo. A maioria deles não se considera propriamente "protestante" ou "evangélico" por possuírem grandes divergências teológicas. Nesta categoria estão enquadradas a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja Adventista do Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová, entre outras denominações. Quanto às Testemunhas de Jeová, embora afirmem ser cristãs, também não se consideram parte do protestantismo. As Testemunhas aceitam a Jesus como criatura, de natureza divina, seu líder e resgatador, rejeitando, no entanto a crença na Trindade e ensinando que Cristo é o filho do único Deus, Jeová, não crendo que Jesus é Deus. Cristianismo não-calcedoniano - são as Igrejas que negam as decisões do Concílio de Calcedônia (realizado em 451), por exemplo, a Igreja Ortodoxa Copta, Igreja Ortodoxa Armênia; e a Igreja Assíria do Oriente (Nestoriana). Cristianismo esotérico - é a parte mística do cristianismo, e compreende as escolas cristãs de mistérios e sincretismo religioso. A este ramo pertence o Gnosticismo que é uma crença com raízes antecedentes ao próprio cristianismo e que tem características da ciência egípcia e da filosofia grega. O Rosacrucianismo também se enquadra nessa vertente sendo uma ciência oculta cristã que ressalta as boas ações por meio da fraternidade. Espiritismo: algumas vezes é contestado como sendo uma vertente do cristianismo.Os espíritas não acreditam que uma pessoa ou ser, como Jesus Cristo, pode redimir "os pecados" de uma outra, contudo para a maior parte dos adeptos do espiritismo a obra de Allan Kardec constitui uma nova forma de cristianismo, ou então um resgate do cristianismo primitivo, que não inclui os dogmas adicionados pela Igreja Católica em seus diversos Concílios. Inclusive, um dos seus livros fundantes é denominado de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Esse livro apresenta uma reinterpretação de aspectos da filosofia e moral cristã, crendo em parte na Bíblia Sagrada. O Cristianismo começou como uma seita judaica e é classificada como uma religião abraâmica. Originária do Leste do Mediterrâneo cresceu rapidamente em tamanho e influência dentro de poucas décadas. Pelo século IV, havia se tornado a religião oficial do Império Romano. Durante a Idade Média, grande parte da Europa foi cristianizada. Entretanto, os cristãos ainda eram uma minoria religiosa no Oriente Médio, Norte da África e em partes da Índia. Após a Era dos Descobrimentos, através da obra missionária e das colonizações, o Cristianismo se espalhou para a América, Austrália e no resto do mundo. Por isso, o cristianismo é a filosofia de vida que mais fortemente caracteriza a sociedade ocidental. O Cristianismo conta atualmente com cerca de mais de 2,2 bilhões de seguidores.Os cristãos representam cerca de um quarto a um terço da população mundial, sendo assim a maior religião do mundo. Além disso, o cristianismo é a religião oficial de Estado em vários países. A doutrina das denominações cristãs difere do monoteísmo judaico visto que no judaísmo não existem três pessoas da Divindade, há apenas um único Deus, e o Messias que virá será um homem, descendente do rei David O cristianismo acredita na Igreja (ekklesia), palavra de origem grega que significa "assembléia", entendida como a comunidade de todos os cristãos e como corpo místico de Cristo presente na Terra e sua continuidade. O Credo de Nicéia, formulado nos concílios de Nicéia e Constantinopla, foi ratificado como credo universal da Cristandade no Concílio de Éfeso de 431. Os cristãos ortodoxos orientais não incluem no credo a cláusula filioque, que foi acrescentada pela Igreja Católica mais tarde. A crença na Trindade; Jesus é simultaneamente divino e humano; A salvação é possível através da pessoa, vida e obra de Jesus; Jesus Cristo foi concebido de forma virginal, foi crucificado, ressuscitou, ascendeu ao céu e virá de novo a Terra; A remissão dos pecados é possível através do batismo (br-batismo); Os mortos ressuscitarão. Na altura em que foi formulado, o Credo de Nicéia procurou lidar diretamente com crenças que seriam consideradas heréticas, como o arianismo, que negava que o Pai e Filho eram da mesma substância, ou o gnosticismo. A maior parte das igrejas protestantes partilham com a Igreja Católica a crença no Credo de Nicéia. 2- Festas pagãs ou cristãs? Festas Juninas No início do terceiro século da era cristã, já havia sido elaborado um calendário eclesiástico, em cujas datas fixas os cristãos deveriam celebrar acontecimentos memoráveis, como a Páscoa, por exemplo. Aos poucos também foram inseridos neste calendário o dia da morte de cristãos que haviam sido martirizados durante as perseguições impostas pelo Império Romano. Além da visitação aos locais em que estavam sepultados estes “heróis da fé”, e orações feitas em sua memória, às relíquias (objetos pessoais) deixados por estes, já começavam a ser objeto de veneração. As homenagens a São João e a São Pedro .começaram a ser feitas neste período. São João (João Batista) era primo de Jesus, e, segundo a tradição, nascido a 24 de junho, e morto por decapitação no dia 29 de agosto do ano 31, na Palestina, a mando de Herodes. Pedro, segundo a tradição, depois de exercer importante liderança como apóstolo na igreja de Jerusalém, transferiu-se para a cidade de Roma, capital do Império. No ano 67, durante perseguição imposta por Nero, acabou sendo preso e condenado a morrer crucificado. Relatos do segundo século afirmam que o apóstolo, antes de sua execução, disse que não era digno de morrer como morrera Jesus, o seu Senhor, e pediu para que fosse crucificado de cabeça para baixo, e assim ocorreu. 3- Significado dos símbolos presentes na festa junina O uso de comidas, bebidas e danças, presentes hoje nas festas juninas, deve sua origem ao sincretismo feito entre o culto cristão e o culto a Dionísio (deus grego da alegria e do vinho, e também das colheitas, chamado Baco entre os romanos.). Nos cultos populares que os gregos e os romanos ofereciam a Dionísio, se verificavam farta alimentação e bebidas, música, danças, com uma forte tendência à sensualidade, o que era geralmente feito à noite. Ocorriam também adivinhações para o casamento, prognóstico para o futuro e banhos coletivos pela madrugada. Quando o cristianismo se tornou religião oficial do Império Romano no 4º século, multidões aderiram à fé cristã sem uma genuína conversão. Desta forma, os antigos deuses serão substituídos por “santos” (apóstolos e mártires) cristãos, tornando-se, assim, os santos padroeiros das cidades greco-romanas, o que também ocorre até hoje em nosso país. O uso de fogueiras em homenagem a estes santos vai aparecer no período medieval, quando na Europa se desenvolve o feudalismo – sistema esse em que a sociedade concentra-se basicamente na zona rural, vivendo da agricultura. Nos meses de junho e julho, com a proximidade das colheitas, acendiam-se fogueiras para afastar os demônios da esterilidade e repelir as pestes dos cereais. Neste período, os camponeses realizavam danças ao redor do fogo, e saltos sobre as chamas para afugentar os demônios da fome, do frio e da miséria. O ritual de pisar sobre as brasas com os pés descalços, também já era praticado no 1º século da era cristã pelos fiéis da deusa Diana, em Éfeso. 4- Festas Natalinas O Natal na verdade é uma festa pagã,que foi cristianizada para sobreviver. Os primeiros que fizeram esta relação estão Paul Ernst Jablonski, um protestante alemão, e o beneditino Dom Jean Hardouin, apesar deste último estar demonstrando que a intenção da igreja não era paganizar o evangelho. A idéia mais difundida sobre o Natal é que a data de 25 de dezembro apresentava um problema para a igreja. Vários cristãos estariam acostumados a celebrar as festividades pagãs da data, recusavam a abandoná-las. As autoridades eclesiásticas, não tendo outra opção, tiveram que criar uma festividade paralela à data, trazendo antigos cristãos para uma comemoração igual, mas cristianizada. A data de 25 de dezembro.para a celebração Natal não resultou de cálculos precisos do nascimento de Jesus, mas de dar caráter cristão às festividades do solstício do inverno, que eram celebradas em Roma. De que maneira os romanos celebravam o nascer do sol no céu do inverno? Com festanças e troca de presentes. O imperador tentou obter mais unidade no Império estabelecendo o Sol Invicto como deus supremo do Império Romano. Em moedas, Sol é chamado de Dominus imperi Romani. Um sacerdócio chamado de "sacerdotes do deus-Sol" foi criado. No fim do ano de 274 d.C., no dia 25 de Dezembro (alegado aniversário do Sol), ele inaugurou o novo templo do deus-sol em Roma no lado oriental do Campus Martius (hoje entre a Via del Corso Silvestro). Jogos anuais e um agon Solis a cada quatro anos eram mantidos em honra Sol. Aureliano também restaurou a disciplina no exército. O texto acima não dá certeza sobre a data de 25 de dezembro por que não existe nenhuma referência à festa pagã Dies Natalis Solis Invicti anterior a 354 d.C. Ou seja, muito embora Aureliano tenha promovido esta deidade e tenha procurado unificar a religião do império, tem notícias sobre esta data festiva anterior nesta época. Visto que as autoridades da igreja relutavam em acabar com algo tão popular, elas deram caráter cristão à celebração por chamá-la de nascimento de Jesus, em vez de sol. Apesar de tudo, se diz que este culto manteve sua posição de domínio por meros cinqüenta anos (até Constantino, 313-337), para somente desaparecer novamente tão rápido como pensa que surgiu. Como uma análise do papel e influência do culto solar, esta abordagem carece de lógica interna e coesão. Pense: não havia nenhum culto solar em Roma, que sabemos, até Aureliano trazer de volta da Síria um culto previamente desacreditado no 274 D.C. O politeísmo romano era então tão instável, que os romanos imediatamente permitiram este deus oriental suplantar deidades romanas mais antigas como Júpiter Optimus Maximus como o "mais importante" (seja o que isto significar em um contexto politeísta) deus do império. E ainda se diz que aqueles mesmos romanos inconstantes 274 rapidamente descartaram os velhos e consagrados cultos romanos a favor de um oriental, mantiveram tão tenazmente seu festival solar nos anos 330 de forma que os líderes cristãos se sentiram obrigados a neutralizar a ameaça daquelas ("arraigadas"?) práticas por colocar festas cristãs nos dias das pagãs. Assim, ao compararmos os 300 anos de resistência cristã a perseguições romanas, com os anos de subsistência da religião solar, podemos perceber que se torna absurdo qualquer argumento de "neutralização" de uma festividade pagã, por parte dos cristãos. No início, no quarto e quinto séculos, não foi fácil as pessoas abandonarem a adoração de seus costumes. O católico "Santo" Agostinho (354-430 EC) sentiu-se na obrigação aconselhar os crentes a não celebrar o 25 de dezembro assim como os pagãos faziam em honra ao sol. Até mesmo hoje, os costumes das antigas festividades romanas ainda parecem grande influência Em cada mês, no dia natalício do rei, realizava-se um sacrifício; os judeus eram odiosamente forçados a tomar parte no banquete ritual e, por ocasião das festas em honra de Dionísio, deviam forçosamente acompanhar o cortejo de Baco, coroados com hera. Vimos que o altar foi construído no dia 15 de Casleu, mas o sacrifício só foi realizado no dia 25. Vimos agora que os sacrifícios eram realizados no dia do aniversário do imperador. Isto sugere a data de 25 de Casleu foi escolhida pelo imperador como dia dedicado a Júpiter Olímpico. Também que os judeus escolheram a mesma data, anteriormente pagã, para comemorar esta rededicação. Perto do fim do segundo século, o escritor Tertuliano teve de censurar "cristãos" por participarem nas "festividades de Saturno, e de janeiro, e do solstício do inverno". Ele menciona o "dar presentes" e expressa surpresa de que muitos estavam decorando seus lares com "lâmpadas e lauréis". Apesar de tal admoestação, a original e pura congregação cristã foi corrompida. Indo de mal a pior, os cristãos apóstatas justificaram seu proceder por dar às celebrações pagãs um nome "cristão". Conforme admite o livro Natal (em inglês): "A Igreja Cristã . . . achou conveniente, no quarto século, adotar o sagrado dia pagão de 25 de dezembro, o solstício de inverno data do nascimento do sol tornou-se a data do nascimento do Filho de Deus." Aqui, alega-se que a participação cristã em festas pagãs foi crescendo com o tempo, de modo que Tertuliano (155-220 d.C) já combatia tais práticas. Constantino foi o primeiro imperador romano cristão, ele manteve os costumes pagãos durante toda sua vida, mesmo adotando o cristianismo, como descreve Philip Schaff: Primeiro Constantino, como seu pai, no espírito do neoplatônico sincretismo do decadente paganismo, reverenciou todos os deuses com poderes misteriosos; especialmente Apolo, deus do sol, a quem no ano de 308 presenteou com presentes magnificentes. Mais do que isto tão tarde quanto o ano de 321 ele ordena a consulta regular de adivinhos em desgraças públicas, de acordo com o antigo uso pagão; mesmo depois, ele constrói sua nova residência, Bizâncio, sobre a proteção do Deus dos Mártires e da deusa pagã da Fortuna; e até perto do final de sua vida ele manteve o título e a dignidade de um Pontifex Maximus, ou sumo sacerdote na hierarquia pagã. Suas moedas eram cunhadas de um lado com as letras de Cristo, no outro a figura do deus-Sol, e a inscrição "Sol invictus". É claro que havia inconsistências referidas também à política e acomodação ao edito de tolerância é difícil de aduzir paralelos de pessoas que, passando do Judaísmo para o Cristianismo, Romanismo para o Protestantismo, cambalearam entre sua antiga e nova posição que poderiam ser clamados por ambas. Com cada vitória dele sobre seus rivais pagãos Galério, Maxêncio e Licínio, sua pessoal tendência para o cristianismo e sua confiança no poder mágico do sinal da cruz aumentando; ainda que não renunciasse formalmente o paganismo não recebendo o batismo até que em 337, deitou em seu leito de mor Na Judéia, uma das províncias romanas no Oriente, facções políticas locais se digladiavam em fins do século I a.C. De um lado, a aristocracia e os sacerdotes judeus aceitavam a dominação romana, pois os primeiros obtinham vantagens comerciais e os segundos mantinham o monopólio da religião. Entre as várias seitas judaicas que coexistiam na região, estavam a dos fariseus, voltados para a vida religiosa e estudo da Torá, e a dos essênios, que pregavam a vinda do Messias, um rei poderoso que lideraria os judeus rumo à independência. Nesse clima de agitação, durante o governo de Otávio, nasceu, em Belém, um judeu chamado Jesus. Poucas fontes históricas não-cristãs mencionam Jesus ou os primeiros anos do Cristianismo. A principal fonte a respeito de sua vida são os Evangelhos, que relatam o nascimento e os primeiros anos no modesto lar de um artesão de Nazaré. Há um período sobre o qual praticamente não há informações, até que, aos trinta anos, recebe o batismo pelas mãos de João Batista, nas águas do Rio Jordão e começa a pregação de seu ideário. Para os cristãos, Jesus seria o messias esperado pelos judeus. No Sermão da Montanha, descrito nos evangelhos atribuídos a Mateus e Lucas, delineou os princípios básicos de seu pensamento: para Jesus, a moral, como a religião, era essencialmente individual e a virtude não era social, mas de consciência. Pregava a igualdade entre os homens, o perdão e o amor ao próximo. A crucificação de Jesus Cristo por Diego Velázquez, Segundo os Evangelhos, as autoridades religiosas judaicas não aceitaram que aquele homem simples, que pregava aos humildes, pudesse ser o rei, o Messias que viria salvá-los. Consideraram-no um dissidente e o enquadraram na lei religiosa, condenando-o à morte por crucificação, a ser aplicada pelos romanos (do ponto de vista das autoridades romanas, Jesus era um rebelde político). Levadas pelos seus discípulos, os apóstolos, a diversas partes do império romano, as idéias de Jesus frutificaram. O apóstolo Paulo, judeu com cidadania romana, deu caráter universal à nova religião: segundo ele, a mensagem de Jesus, chamado de Cristo (o ungido) por seus seguidores, era dirigida não somente aos judeus, mas a todos os povos. Com Paulo, o Cristianismo deixou de ser uma seita do judaísmo para se tornar uma religião autônoma. Por não aceitarem a divindade imperial e por acreditarem que havia uma única verdade - a de Jesus -, os cristãos foram perseguidos pelos romanos. Por volta do ano 70, foram escritos os evangelhos atribuídos a Mateus e Marcos, em língua grega. Trinta anos depois, publicava-se o evangelho atribuído a João, e a doutrina da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) começava a tomar forma. O cristianismo pode, então, ser interpretado como uma síntese de crenças judaicas e persas. Apegados ao monoteísmo, os cristãos não juravam o culto divino ao imperador, provocando reações violentas. As perseguições ocorreram em curtos períodos, embora violentos, na medida em que o culto divino ao imperador, estabelecido por Augusto mas formalizado por Domiciano, era aplicado nas províncias. Muitos foram perseguidos, outros morreram nas arenas, devorados por feras. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas se convertiam ao cristianismo, especialmente pobres e escravos, que se voltavam para a Igreja por acreditarem na promessa de vida eterna no Paraíso. O poder do cristianismo não podia mais ser ignorado. A partir do momento em que cidadãos ricos do Império Romano se converteram à nova religião, a doutrina, que pregava a igualdade e a liberdade, deixava de representar um perigo social. Aos poucos, a Igreja Católica se institucionalizava e o clero se organizava, com o surgimento dos bispos e presbíteros. O território sob o domínio romano foi dividido em províncias eclesiásticas. Os Patriarcas, bispos dos grandes centros urbanos - como Roma, Constantinopla e Alexandria -, ampliaram seu poder, controlando as províncias. O bispado de Roma procurou se sobrepor aos demais, alegando que o bispo de Roma era o herdeiro do apóstolo Pedro, que teria recebido de Jesus a incumbência de propagar a fé cristã entre os povos. Em 313, o imperador Constantino fez publicar o Édito de Milão, que instituía a tolerância religiosa no império, beneficiando principalmente os cristãos. Com isso, recebeu apoio em sua luta para se tornar o único imperador e extinguir a tetrarquia. Em 361, assumiu o trono Juliano, o Apóstata, que tentou reerguer o paganismo, dando-lhe consistência ético-filosófica e reabrindo os templos. Três anos depois o imperador morreu e, com ele, as tentativas de retomar a antiga religião romana. Constantino sem questionar iniciou a construção de duas grandes igrejas em Constantinopla, Hagia Sophia (Santa Sabedoria) e Hagia Eirene (Santa Paz); a fundação de uma terceira, Igreja dos Santos Apóstolos, pode ser atribuída a ele com uma medida de certeza. Ao contrário da antiga Roma, que estava cheia de monumentos e instituições pagãos, a Nova Roma essencialmente uma capital Cristã (e eventualmente a Sé de um patriarca), apesar de todos os traços de seu passado pagão ter sido eliminado. Ali, como diz a Enciclopédia acima, Constantino criou uma nova capital, livre da enorme quantidade de monumentos pagãos. Uma capital cristã. Ele promulgou um decreto proibindo adivinhos, além de devolver todas as propriedades confiscadas de cristãos. Constantino podia ser supersticioso, adotar símbolos pagãos. Mas ele dava traços de que tinha o cristianismo com alto apreço. É verdade que ele se batizou quase morrendo, mas também é verdade que os cristãos deixavam o batismo para o último momento de suas vidas. Para eles, o batismo lavava todos os pecados, e deixando-se para os últimos momentos, não teriam tempo de cometer mais Então, neste ponto, é necessário perguntar: que motivos Constantino teria para fazer cristãos adotarem os dias festivos pagãos? Pois isto contradiria o próprio Édito de Milão elaborado para dar liberdade de culto aos cristãos. E mais importante ainda: por que os cristãos, que séculos preferiram a morte do que simplesmente adotar tais costumes à força, a simpatia do imperador fariam aquilo que eles antes desprezavam? São estas perguntas que críticos como as testemunhas de Jeová precisam responder, para possuir algum crédito. Não podemos negar que os imperadores, ao intervir nas questões eclesiásticas, tentavam impor seus pontos de vista. É por isto que as discussões trinitárias, onde Constantino esteve são importantes para o esclarecimento desta questão. Em 325, o Concílio Ecumênico de Nicéia decidiu pela posição trinitária, excomungando Ário e exilando dois bispos arianos. Após este concílio, muita coisa mudou, como relata o historiador eclesiástico Roger Olson: Entre os anos de 325 e 332, exatamente quando Atanásio estava assumindo seus deveres como bispo de Alexandria, o imperador Constantino começou a mudar de partido no assunto sob a pressão de bispos e conselheiros que secretamente simpatizavam com Ário e dos bispos que o apoiaram e foram depostos e exilados. A força da animosidade que se seguiu concílio foi intensa. As discussões e o tumulto não tinham cessado. Alguns que tinham assinado o credo e os anátemas contra os arianos ficaram horrorizados com a interpretação sabeliana distorcida aplicada ao credo por Marcelo e outros. Conseguiram conquistar confiança do imperador e este começou paulatinamente a pensar em mudar o credo e mesmo a restaurar Ário e os bispos de Nicomédia e Nicéia. Enquanto Atanásio estava no exílio em Tréveris, Ário morreu, na véspera do dia em que seria restaurado como um presbítero cristão numa cerimônia especial em Constantinopla. estudiosos especulam que tenha sido envenenado por seus inimigos. Seja como for, sua morte em 336 ocorreu poucos meses antes da morte do próprio Constantino em 22 de maio Constantino viveu como pagão e morreu como ariano. Semelhante currículo para "o imperador cristão" não é muito admirável! Mesmo assim, a sua morte foi grandioso capítulo na história cristã. A partir de então, com apenas uma breve exceção, imperadores romanos se considerariam cristãos em certo sentido, e interfeririam constantemente nas questões eclesiásticas e teológicas. Vimos que após este concílio, a opinião de Constantino sobre a Trindade estava mudando. Olson nos traz uma informação muito importante aqui. Ele nos informa que Constantino, somente depois de ser abordado pelos arianos e convencido por eles, é que começou a pensar em mudar o credo. Isto significa que Constantino, embora fosse pagão, não provocaria a mudança de uma doutrina cristã, a menos que ele estivesse convencido que dentro da teologia cristã, a doutrina devesse ser mudada. Por outro lado, mesmo sendo o imperador, ele não fez esta mudança, e o cristianismo ainda debateria muito a questão. De fato, Olson nos diz que os imperadores interfeririam constantemente nas questões eclesiásticas e teológicas. Isto não conseguiu impedir que a doutrina da Trindade fosse aceita, tal qual conhecemos hoje, apesar de muitos imperadores arianos terem sucedido Constantino. Afinal de contas, a igreja que resistiu 3 séculos de perseguição não iria deixar que uma doutrina estranha fosse inserida na teologia cristã, sem oferecer resistência. Então, apesar de Constantino manter muitas crenças pagãs, ele dificilmente teria influência suficiente na igreja cristã para introduzir qualquer crença pagã que ele gostasse. Em 391, Teodósio I (379-395) oficializou o cristianismo nos territórios romanos e perseguiu os dissidentes. Após seu reinado, o império foi dividido em duas partes. Os filhos de Teodósio assumiram o poder:-Arcádio herdou o Império Romano do Oriente, cujo centro político era Constantinopla (antiga Bizâncio, rebatizada em homenagem ao imperador Constantino, localizava-se onde hoje é a cidade turca de Istambul);-a Honório coube o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma. 5- Simbolos Cruz Significado da Cruz É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos e distantes como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios eíndios americanos. Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo. É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão. De acordo com o estudioso Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação. A cruz possui assim, como todo símbolo, múltiplos sentidos; mas a intenção não é de desenvolver todos aqui, e sim apenas alguns. Para voltarmos ao simbolismo da cruz, diremos que ela tem vários sentidos, mais ou menos secundários e contingentes e é natural que seja assim, dada a pluralidade de sentidos que cabem em qualquer símbolo. A Cruz, pode ser encontrada em um número muito grande de variações, porém o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos retos, quase sempre na vertical e horizontal. O significado do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas. A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é, através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação) 6- Cruz simples Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro "braços" com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega. Uma cruz simples representa a redução à unidade, campo de manifestação exterior que, partindo de um ponto central expande-se nas quatro direções. Também conhecida como crux immissa quadrata. Todos os seus braços têm o mesmo comprimento. Da forma como sempre foi conhecida, a cruz grega é um mistério que deixou mais de um cientista perplexo, por que ela é encontrada a um grande número de inscrições indecifráveis pelo arqueólogos. É encontrada no Iucatã e na América Central em particular. 7- Triqueta O triquetra (muitas vezes, triqueta) é um símbolo tripartate composto de três interlocked vesica pisces, marcando a intersecção dos três círculos. É mais comumente um símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo) utilizados pelo Celtic Christian Church, às vezes estilizado como três entrelaçado peixe: O triqueta símbolo antecede cristianismo e foi provavelmente uma Celtic símbolo da Deusa, e no Norte, um símbolo do deus Odin. Embora, muitas vezes, é afirmado que o triquetra é um símbolo de uma deusa tripartido, não tão deusa foi identificada com o símbolo. Similar símbolos que ocorrem em alguns Norse deusa celta e imagens, mas muito provavelmente representa as divisões do reino animal e as três áreas de terra acima mencionadas. Triplicities símbolos eram comuns em mitos e lendas celtas, uma das possíveis razões crenças cristãs foram tão facilmente aprovada pelo povo celta. A triqueta faz um ideal cristão símbolo. É uma perfeita representação do conceito de “três em um” em trindade crenças cristãs, e incorpora um outro popular símbolo cristão, o peixe, na sua forma original da vesica pisces. É vedado às vezes dentro de um círculo de enfatizar a unidade aspecto. Na crença Wiccan e Neopaganismo, a triqueta simboliza o triplo aspecto deusa (limpeza, a mãe, e crone). Alguns cristãos têm protestado esta “apropriação” do símbolo … no entanto, ironicamente suficiente, o peixe símbolo cristão original foi derivado de um começo de venus símbolo, uma representação feminina generativa órgãos de tomada de triquetra perfeitamente o símbolo adequado para uma Deusa revival. O triquetra também é considerada a representação do triplicities de mente, corpo e alma, bem como os três domínios da terra segundo a lenda celta-terra, mar e céu. 8- Cruz de Lorena A Cruz de Lorena ou Patriarcal consiste em uma vertical e duas barras horizontais espaçadas uniformemente. É um heraldica cruzado, utilizado pelo Duques de Lorraine (anteriormente conhecido como o Duques de Anjou). Esta cruz está relacionada com a Crusader da cruz, o padrão de Joana D’arc, e os seis globos da família Medici. A Lorena cruz foi conduzido às Cruzadas pelos originais Cavaleiros Templários, conceder-lhes a sua utilização pelo Patriarca de Jerusalém. Hermético alquimistas da Renascença utilizado o emblema como um símbolo da terra e do espírito, combinando a praça terra cruz com a cruz de Cristo. Quando tirar simetricamente, que simbolizava o hermético máxima: “Como acima, assim abaixo”. 9- Chi-rho A Chi-Rho emblema pode ser visto como o primeiro Christian Cruz. Como um símbolo pré-cristão, o Chi-ro significava boa sorte. O Chi ro tornou-se um importante símbolo cristão quando adotado pelo imperador romano Constantino, que representam as duas primeiras cartas em nome de Cristo-o Chi, ou ‘ch’, E Rho, ou ‘r.’ Segundo a Igreja Padre Eusebius, na véspera da Batalha da Ponte Milvan, o Imperador viu o emblema de um sonho, com a inscrição: “Por este sinal, você deve conquistar.” Segundo a história, a batalha foi ganha. No regresso para a vitória, Constantine ergueu igrejas cristãs. Infelizmente, esta história é muito improvável, como Constantino da conversão ocorreu em seu deathbed, em sua totalidade. Em qualquer caso, o símbolo é o padrão do Imperador do exército, proeminentemente mostrada na Emperor’s labarum, ou batalha padrão. Antes de se tornar o monograma de Cristo, o chi rho foi o monograma do Chronos, o deus do tempo, e um emblema de vários deuses solar. 10- Alfa e Ômega Como um símbolo cristão, o Alfa e o Ômega representa a eterna natureza de Jesus Cristo. Alfa e Ômega são a primeira e a última letras do alfabeto grego. O símbolo lembra uma linha no Livro do Apocalipse: O Alfa e o Ômega são igualmente incluídos no nome IAO, um Greco-Romana rendition do hebraico tetragrammaton que também foi utilizado como um sagrado nome de Bacchus / Dionysus e como “Iao Sabaoth” representou o demiurgo gnóstico. 11- - Sagrado Coração de Jesus simbolo catolico O Sagrado Coração de Jesus é hoje um dos mais reconhecidos símbolos da fé católica. A imagem tem origem na França, perto do final do século XVII quando uma freira chamada Marguerite Marie Alacoque começou a divulgar as sua místicas visões de Jesus, exortava a que o país dedicar-se à veneração do seu Coração, que ela descreveu o coração como o centro de comunicação entre os seres humanos e o divino. Um coração com espinhos e chamas, surgimento de uma cruz no topo, foi estabelecida a partir da visão dos místicos mais cedo e, possivelmente, a partir alquímica imagens comuns na época. 12- Cruz Ortodoxa ou Cruz da Páscoa Chamada por alguns de Cruz Eslava possui um "braço" superior representando a inscrição colocada durante a crucificação de cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação. A Cruz ortodoxa, composta de dois horizontal e uma barra diagonal atravessando um poste vertical, é o símbolo da Igreja Ortodoxa Russa. A parte superior do bar representa o sinal “INRI”, ( “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”), a título escarneceram agraciado em Cristo pelos romanos no Novo testamento conta da crucificação. O menor, slanted bar é simplesmente uma versão estilizada footrest, um desenho comum no início Christian cruzamentos. Posteriormente folclore que detém a extremidade inferior pontos para o inferno, e os superiores para o céu, que representam os destinos dos dois ladrões crucificados com Cristo. O primeiro ladrão, arrependido, foi para o céu, o segundo, que não lamenta o seu pecado, o inferno. 13- Cruz de Jerusalém Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do antigo testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra. A Cruz de Jerusalém foi o emblema da cruz Templários Crusaders, e pode ter sido o pessoal de armas Templários Godfrey de Bouillon. 14- Cruz de Santo André Usada na bandeira nacional da Escócia, também é chamada crux decussata. André se recusou a ser crucificado em cruz semelhante à de cristo por se achar indigno, e suplicou para ser crucificado nessa cruz em forma de X. Essa cruz é símbolo da humildade e do sofrimento. Em heráldica, dá-se o nome de sautor ou aspa à cruz em forma de X. 15- Cruz de Santo Antonio (Tau) Recebeu esse nome por reproduzir o desenho da 19a letra grega Tau. Para os gauleses a Tau representava o martelo (mjolnir) do deus escandinavo THOR. Já era usada como significado simbólico pelos antigos egípcios, como a representação de um martelo de duas cabeças, o sinal daquele que faz cumprir. 16- Cruz Cristã-latina Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna. 17 Cruz de Anu Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço. A realeza de Anu foi talvez a mais longa; corresponde à aurora da civilização e sem dúvida aos tempos proto-históricos; daí a circunstância de não possuirmos quase nenhuma prova da sua supremacia. Mas o clero de Uruk, lugar do culto de Anu, conservou-nos a história da "exaltação de Istar". Preso aos encantos de Istar, Anu desejava, há muito tempo, pô-la em pé de igualdade com ele; consulta, então, os deuses sobre a oportunidade de reabilitar sua amante; o "conselho de família" das divindades é unânime a lhe sugerir que regularize sua situação com a formosa deusa. Anu, então, eleva Istar até junto do seu trono; seu nome de casamento será Antu, a forma feminina do nome do esposo, como Nin-lil é a forma feminina de Enlil. Depois dessa exaltação, Ismr, a sumeriana Inin, ocupa lugar de desta­que no céu, junto de Anu e se identifica com o planeta Vênus. Cruz Ansata (anhk): Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo. Ansata ou Ankh é uma cruz egípcia, considerada como o símbolo da continuidade da vida, da eternidade, da imortalidade e da vida após a morte. Um dos símbolos mais importantes da tradição egípcia, ela é encontrada a partir da quinta dinastia egípcia, mais freqüentemente nos templos de Luxor, Medinet Habu, Hatshepsut, Karnak e Edfu. O Ankh pode ser encontrado no túmulo de Amenhotep II onde o deus egípcio Osíris entrega ao faraó a Ankh, que o concederia o controle sobre o principio dos ciclos naturais, conquistando assim o dom da imortalidade. No século XIX a cruz ansata foi adotada por correntes esotéricas e ocultistas do ocidente, como forma de resgate da tradição egípcia. No Brasil, o cantor Raul Seixas foi um dos popularizadores do Ankh. O selo da Sociedade Alternativa criada por ele possuía um Ankh com dois degraus na haste inferior, simbolizando a ascensão do mago nos degraus da iniciação rumo à imortalidade. A Cruz é constituída por um círculo entrelaçado a duas pontas opostas, simbolizando a unidade (círculo) originária da síntese dos opostos(duas retas), ou o nascimento da dualidade a partir de uma unidade fundamental. Outros estudiosos acreditam que seu símbolo esteja associado à Isis e Osíris, sendo a cruz uma representação da união entre ambos. Em sociedades esotéricas o Ankh também foi usado como símbolo da imortalidade e da vida eterna. A Ordem Rosacruz adotou a cruz ansata como representante da união do céu e da terra e da permanência da Tradição Egípcia entre os rosacruzes modernos. Os Ocultistas afirmam que a Cruz Ansata encerra um simbolismo muito profundo no Esoterismo. O significado mais simples e mais atribuído ao ankh é o de "vida". Seu símbolo está ligado ao poder de dar e de sustentar a vida, e por isso vemos muitas pinturas dos deuses egípcios carregando o ankh. A origem do símbolo é desconhecida e diversas explicações são possíveis. Uma delas é que ele representa a união do masculino (Osíris, cruz, falo) com o feminino (Ísis, oval, vulva), ou seja, as antiqüíssimas dicotomias céu/terra, masculino/feminino, ativo/passivo etc. já estariam presentes ali. Já era usado como amuleto na antiga Kemet ("terra dos negros") – que depois foi chamada de Egito pelos gregos, sendo um símbolo de força e proteção trazidas pelos deuses. É considerado também uma chave que leva à vida eterna. 18- Cruz Gamada (Suástica) A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus "braços" movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica evolutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo. A Cruz gamada é um símbolo místico encontrado em diversas culturas em diferentes tempos, dos índios Hopi aos Astecas, dos Celtas aos Budistas, dos Gregos aos Hindus. Em diversas culturas é um símbolo basicamente relacionado com boa sorte. A cruz gamada é também conhecida como Suástica. Hitler adotou a suástica como símbolo do partido nazista por ela parecer com uma engrenagem, com o intuito de querer passar a idéia de que ocorreria uma nova revolução industrial na Alemanha, porém isto não aconteceu e hoje a suástica só é lembrada como símbolo nazista e relacionada ao holocausto. A cruz gamada se tornou um tabu, em muitos países sua exibição é um crime, inclusive aqui no Brasil, e seus outros significados foram totalmente esquecidos, até porque a mídia só lembra-se de difundi-la como símbolo do partido nazista. Devemos quebrar este tabu, a cruz gamada pode ter sido chamada de suástica, pode ter sido símbolo do partido nazista e ser usada por neonazistas, mas, além disso, é um símbolo importante para diversas culturas, devemos deixar de lado a visão sensacionalista da mídia e lembrar-se do que realmente significa a cruz gamada basicamente: boa sorte. A Origem da Cruz Suástica A suástica ou cruz gamada como também é conhecida é um dos símbolos místicos mais difundidos e antigos do mundo. É encontrado do extremo Oriente à América Central, passando pela Mongólia, pela Índia e pelo norte da Europa. Foi conhecido dos celtas, dos etruscos, da Grécia antiga. Alguns quiserem remontá-lo aos atlantes, o que é uma maneira de indicar sua remota antiguidade. Qualquer que seja sua complexidade simbólica, a suástica, por seu próprio grafismo, indica manifestamente um movimento de rotação em torno do centro, imóvel, que pode ser o ego ou o pólo. É, portanto, símbolo de ação, de manifestação, de ciclo e de perpétua regeneração. A difusão, a antiguidade e as diferentes suásticas A suástica é encontrada, dos índios Hopi, aos Astecas, Celtas, Budistas, Gregos, Hindus, etc. As suásticas Budista e Hopi parecem reflexos no espelho do símbolo nazista. Alguns autores acreditam que a suástica tem um valor especial para ser encontrada em muitas culturas sem contatos umas com as outras. Os símbolos a que chamamos suástica são muitas vezes bastante distintos. Vários desenhos de suásticas usam figuras com três linhas. Outras chamadas suásticas consistem de cruzes com linhas curvas. Os símbolos islâmicos e malteses parecem mais hélices do que suásticas. A chamada suástica celta dificilmente se assemelha a uma, mas seria uma forma secundária, como tais são outras. A simbologia da suástica, em todos os casos totalizante, é encontrada na China, onde a suástica é o sinal do número dez mil, quer é a totalidade dos seres e da manifestação. É também a forma primitiva do caráter fang, que indica as quatro direções do espaço. Também poderia ter uma relação com a disposição dos números do Lo-chu, que, em qualquer caso, evoca o movimento do giro cíclico. Considerando-se sua acepção espiritual, a suástica às vezes simplesmente substitui a roda na iconografia hindu, por exemplo, como emblema dos Nagas. Mas é também o emblema de Ganeça, divindade do conhecimento e, às vezes, manifestação do princípio supremo. Os maçons obedecem estritamente o simbolismo cosmográfico, considerando o centro da suástica como a estrela polar e as quatro gamas que a constituem como as quatro posições cardeais da Ursa Maior. Há ainda formas secundárias da suástica, como a forma com os braços curvos, utilizada no País Basco, que evoca com especial nitidez a figura da aspiral dupla. Como também a da suástica clavígera, cujas hastes constituem-se de uma chave: é uma expressão muito completa do simbolismo das chaves, o eixo vertical correspondendo à função sacerdotal aos solstícios, o eixo horizontal, à função real e aos equinócios (CHAE, CHOO, DANA, GRAP, GUEM, GUEC, GUET, GUES, VARG). Muito se especula sobre a origem da suástica como símbolo distintivo do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores. Contudo, é o próprio livro de Hitler, Meín Kampf, que explica a escolha da cruz gamada. Foi por volta de 1920 que a liderança do então pequeno Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães via crescer as fileiras de adeptos e carecia, portanto, de se ter uma bandeira ou um símbolo para os seus partidários. Consciente desta necessidade, Adolf Hitler explica em seu livro Meín Kampf, como adotou a cruz gamada. 19- Cruz Rosa-Cruz Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade. 20- Cruz de Malta Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares. É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão. De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.





2 comentários:

  1. “[...]. Porque não há coisa alguma escondida, que não venha a ser manifesta: nem coisa alguma feita em oculto, que não venha a ser pública”. (Marcos 4: 38-21)

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  2. “[...]. Porque não há coisa alguma escondida, que não venha a ser manifesta: nem coisa alguma feita em oculto, que não venha a ser pública”. (Marcos 4: 38-21)

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