23 de julho de 2016

O PECADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Veremos as principais definições bíblicas para o termo pecado. Conheceremos as principais consequências do pecado e constataremos que o crente verdadeiro não vive em pecado.

I. DEFININDO O PECADO
O Novo Testamento emprega várias palavras em grego para descrever o pecado nos seus vários aspectos.

As mais importantes são:
(a) Hamartia, que significa "transgredir", "praticar o mal", "pecar contra Deus" (Jo 9.41).
(b) Adikia, que significa "iniquidade", "maldade" ou "injustiça" (1.18; 1 Jo 5.17).

O termo pode ser descrito como falta de amor, porque todos os delitos surgem por falta de amor a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40; Lc 10.27-37).
Adikia é, também, o pecado como poder, agindo na pessoa, para escravizar e enganar (5.12; Hb 3.13).
(c) Anomia, que denota a "ilegalidade", a "iniqüidade" e a "rebeldia contra a Lei de Deus" (v. 19; 1 Jo 3.4).
(d) Apistia, que indica "incredulidade" ou "infidelidade" (3.3; Hb 3.12).

1. A conclusão das definições
Destas definições podemos tirar a conclusão de que a essência do pecado jaz no egoísmo, i.e., apegamento do ser humano às coisas ou aos prazeres, para si mesmo, sem fazer caso do bem-estar dos outros e dos
mandamentos de Deus. Isso leva à crueldade aos outros e à rebelião contra Deus e sua Lei. Em última análise, o pecado é a recusa da sujeição a Deus e à sua Palavra (Rm 1.18-25; 8.7). É inimizade contra Deus (Rm 5.10; 8.7; Cl 1.21), e desobediência (11.32; Gl 3.22; Ef 2.2; 5.6).

2. O pecado como corrupção moral.
O pecado é também a corrupção moral nos seres humanos, opondo-se a todas as vontades humanas sadias.
Ele nos leva tanto a deleitar-nos em cometer iniquidade, como também a sentir prazer nas más ações dos outros (Rm 1.21-32; cf. Gn 6.5). É, por outro lado, um poder que escraviza e corrompe, à medida que nos entregamos a ele (Rm 3.9; 6.12; 7.14; Gl 3.22). O pecado está arraigado nos desejos humanos (Tg 1.14; 4.1,2).

3. O pecado introduzido por Adão.
O pecado foi introduzido por Adão na raça humana e afeta a todos (Rm 5.12), resulta em julgamento divino (Rm 1.18), leva à morte física e espiritual (Gn 2.17; Rm 6.23), e o seu poder somente pode ser dominado pela fé em Cristo e por sua obra redentora pela humanidade (Rm 5.8-11; Gl 3.13; Ef 4.20-24; 1 Jo 1.9; Ap 1.5).

II. CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Através da transgressão e queda de Adão, o pecado como princípio ou poder ativo conseguiu penetrar na raça humana (Rm 5. 17,19; Gn 3; 1 Co 15.21,22).
(1) Duas consequências decorrem disso:
(a) O pecado e a corrupção penetraram no coração e na vida de Adão; e
(b) Adão transmitiu o pecado ao gênero humano, corrompendo todas as pessoas nascidas a partir de então. Todos os seres humanos passaram a nascer propensos ao pecado e ao mal (Rm 5. 19; 1.21; 7.24; Gn 6.5,12; 8.21; Sl 14.1-3; Jr 17.9; Mc 7.21,22; 1 Co 2.14; Gl 5.19-21; Ef 2.1-3; Cl 1.21; 1 Jo 5.19).
Paulo não explica como o pecado de Adão é transmitido aos seus descendentes. Nem diz que toda a humanidade estava presente em Adão e que assim ela participou do seu pecado e por isso herda a sua culpa.
Paulo não diz, em nenhum lugar, que Adão foi o cabeça coletivo dos seus descendentes, nem que o pecado de Adão foi-lhes imputado.

Todos são culpados diante de Deus por causa dos seus próprios pecados pessoais, porque "todos pecaram" (v. 12). O único ensino no tocante a isso, que tem apoio bíblico, é que homens e mulheres herdam uma natureza moral corrupta, bem como a propensão para o pecado e o mal (ver 6.1 nota).
A morte entrou no mundo através do pecado e por isso todos estão sujeitos à morte, "por isso que todos pecaram" (vv. 12,14; cf. 3.23; Gn 2.17; 3.19).

III. QUEM VIVE NO PECADO NÃO É CRENTE GENUINO
No capítulo 6 de Romanos, Paulo contesta a ideia errônea de que os crentes podem continuar no pecado e ainda assim estarem livres da condenação eterna, em virtude da graça e misericórdia de Deus em Cristo.
Paulo refuta essa distorção antinomiana da doutrina da graça, pondo em relevo uma verdade fundamental: o verdadeiro crente demonstra estar "em Cristo" por estar morto para o pecado. Ele foi transportado da esfera do pecado para a esfera da vida com Cristo (Rm 6.2-12).
Uma vez que o crente genuíno separou-se definitivamente do pecado, não continuará a viver nele. Inversamente, quem vive no pecado não é crente genuíno (cf. 1 Jo 3.4-10). Em todo este capítulo, Paulo enfatiza que não se pode ser servo do pecado e servo de Cristo a um só tempo (Rm 6. 11-13, 16-18). Se um crente torna-se servo do pecado, o resultado será a condenação e a morte eternas (Rm 6. 16,23).

IV. MORTOS PARA O PECADO
A premissa fundamental em Rm 6 é a união do crente com Cristo, tanto na sua morte como na sua vida. Se, portanto, você é um crente autêntico, você morreu para o pecado e precisa dar prova disso. Você, como crente, morreu para o pecado de três maneiras diferentes.
1. Você morreu para o pecado, do ponto de vista de Deus.
Deus considera que você morreu com Cristo na cruz e que foi ressuscitado na sua ressurreição (Rm 6. 5-10).
2. Você morreu para o pecado quando nasceu de novo pelo Espírito.
Você recebeu o poder de Cristo para resistir ao pecado (Rm 6. 14-18); para morrer diariamente para o pecado, aniquilando os maus desejos da carne (Rm 8.13) e vivendo uma nova vida em obediência a Deus (Rm 6. 5-14,18,22).
3. Você morreu para o pecado quando, no seu batismo em água, você proclamou sua morte ao pecado e assumiu o compromisso de rejeitá-lo e de viver para Cristo (Rm 6. 3-5).
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal –CPAD

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