2 de janeiro de 2017

Noticia: Mercado estima inflação de 4,87% e alta de 0,5% no PIB em 2017

Economistas do mercado financeiro estimaram um cenário de menos inflação para 2016, mas elevaram a previsão para 2017, de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central. Para o Produto Interno Bruto (PIB) os analistas mantiveram suas previsões de queda 3,49% na atividade econômica em 2016 e de crescimento de 0,5% para 2017.

A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016 caiu de 6,40% para 6,38%. Foi a oitava queda seguida do indicador oficial da inflação.
Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação subiu de 4,85% para 4,87%. Apesar da leve alta, o índice de inflação para este ano se mantém próximo ao centro oficial da meta de inflação, que é de 4,5%.
A meta de inflação tem um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Assim, pode oscilar de 2,5% a 6,5%, sem que seja descumprida. Em 2015, a inflação ultrapassou esse intervalo e fechou o ano em 10,67% – a maior desde 2002.

Apesar do leve aumento na estimativa de inflação para 2017, os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, de 10,50% para 10,25% no fechamento de 2017, reforçando a expectativa de que o BC continuará o processo de corte de juros no ano que vem. Atualmente a Selic está em 13,75%.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para conter pressões inflacionárias. Taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fechamento de 2017 caiu de R$ 3,50 para R$ 3,48.
A projeção para o superávit (exportações maiores que importações) da balança comercial em 2016 se manteve em US$ 47,1 bilhões. Para 2017, o superávit previsto aumentou de US$ 45,85 bilhões para US$ 46,98 bilhões.
Para 2016, a projeção de entrada de investimento estrangeiro direto no Brasil subiu de US$ 68 bilhões para US$ 69 bilhões e, para este ano, ficou inalterada em US$ 70 bilhões, pela sétima semana consecutiva.
Fonte: G1



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