6 de março de 2017

Lição 10 - A geração dos filhos de Issacar: Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 2017 - Betel




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A geração dos filhos de Issacar

05 de março de 2017

“Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena.” (Pv 24:10)

Verdade Aplicada

A certeza de que o Senhor está conosco já é o suficiente para avançar e conquistar tudo o que Deus preparou para os Seus.


   Objetivos da Lição
Mostrar quem era Issacar, a bênção profética em sua vida e as decisões que tomou acerca de si;
Apresentar três defeitos predominantes de uma das gerações dos filhos de Issacar;
Instruir os alunos acerca da nova geração e a necessidade dessas qualificações na atualidade.


   Glossário
Alheio: Que é do outro;
Fértil: Que produz em abundância; fecundo, produtivo;
Província: Subdivisão territorial de um país ou de um império.

   Leituras complementares
Segunda Pv 12.24
Terça Is 46.2
Quarta Mt 11.29-30
Quinta Mt 25.1-10
Sexta Rm 15.4
Sábado Hb 11.34


   Textos de Referência.
Gênesis 30.18
18 Então, disse Léia: Deus me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou o seu nome Issacar.
Gênesis 49.14-15
14 Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos.
15 E viu ele que o descanso era bom e que a terra era deliciosa, e abaixou o seu ombro para acarretar, e serviu debaixo de tributo.
1 Crônicas 12.32
32 E dos filhos de Issacar, destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos de seus chefes e todos os seus irmãos, que seguiam a sua palavra.

Hinos sugeridos.

Harpa Cristã: 75


Harpa Cristã: 96



Harpa Cristã: 131


Motivo de Oração
Louve a Deus pela vida de homens que se dedicam à obra do Senhor de forma genuína.


Esboço da Lição
Introdução
1. Issacar, jumento de fortes ossos.
2. Os problemas da geração de Issacar.
3. Uma outra geração de Issacar.

Introdução
O capítulo quarenta e nove de Gênesis apresenta Jacó nos últimos momentos de sua vida. Ele agrega seus filhos e netos ao redor e profere uma bênção profética que revela o destino de cada um de seus filhos e netos.

1. Issacar, jumento de fortes ossos.

A história da tribo de Issacar indica que Jacó, quando o abençoou, estava antevendo um tempo em que, por causa de suas possessões e prosperidade, Issacar se curvaria diante de invasores estrangeiros (Gn 49.15). Issacar era forte, mas decidiu ser escravo e não lutar.

1.1. Forte, mas prefere não lutar.
Issacar, o quinto filho de Jacó com Léia, é representado como um amante do descanso e do sossego (Gn 49.14-15). A palavra jumento aqui é “hamor”, que designa a forte besta de carga que se submete ao jugo mortificante, sem se queixar, a fim de poder ficar livre para se deitar de forma sossegada e confortável (Pv 12.24). Outra tradução importante para Issacar é: “homem de aluguel” (Gn 30.16-18), considerando uma parte do seu nome de hebraico. Submetidos ao jugo cananeu, os filhos de Issacar preferiam pagar tributo para viver na própria terra, a ter que lutar e defendê-la.

No texto de Gênesis 49.14, Issacar é comparado com uma besta de carga. Satisfeito com a tranquilidade na terra e pronto para se sujeitar aos canaanitas. A tribo de Issacar nunca dominou a terra que lhes havia sido dada como herança. Para não ter que abandoná-la, em vez de lutar contra os inimigos, eles preferiram serem escravos e pagar tributo. Issacar renunciou a promessa da terra, não tomou posse, não lutou por aquilo que Deus lhe havia dado como herança. Preferiu viver na comodidade, preferiu trabalhar como escravo. Era forte, mas trocou seus direitos para não ter que desprender esforço. Moisés profetizou que Issacar, juntamente com Zebulom, como tribos, participariam da indústria marítima e serviriam como local para a adoração pública (Dt 33.18-19).

1.2. Forte, mas gosta de descanso.
Estamos rodeados de pessoas à semelhança de Issacar (Gn 49.15). Pessoas com vigor e energia, que receberam de Deus uma grande promessa de vitória, mas, por serem acomodadas, vivem como escravos no lugar onde deveriam reinar. Pessoas que têm tudo para conquistar, mas não se esforçam, são como as virgens imprudentes, que observam o azeite alheio e dormem já pensando em pedir emprestado (Mt 25.3, 8). Pessoas que não querem nada com espiritualidade ou compromisso cristão. Pessoas que receberam uma herança, mas quem toma conta são os “cananeus”.

É bem verdade que aquela geração conhecia muito bem a sua missão. Eles sabiam que deveriam expulsar os inimigos e defender suas terras férteis, constantemente alvos de ataques. Essa geração dos filhos de Issacar representa os cristãos que não se envolvem, não querem se ferir na batalha, que preferem não lutar, ainda que isto lhes custe a verdadeira liberdade (Jo 8.36).

1.3. Forte, mas prefere ser escravo.
A característica dos grandes heróis de Deus é sempre buscar forças na hora da fraqueza (Hb 11.34). Essa geração tinha força, mas preferiu esquecer o que possuía para não ter que se envolver em uma luta (Gn 49.14-15; 2Co 12.9). Por que Issacar decidiu não lutar? O maior problema dessa tribo foi se contentar com a terra. Por ser terra fértil, preferiu viver nela como escravo e pagar tributo do que enfrentar os inimigos que atacavam. Quando o reino de Salomão foi dividido, eles foram a primeira província a perder a liberdade e ser tomada pelos pagãos. Essa geração de Issacar nunca foi determinada, sempre lhes faltou ousadia e desejo de conquistar algo além. Por isso, viveram como escravos em sua própria terra.

O que aconteceu com essa geração é algo comum em nossos dias. Sem determinação e objetivos nós não sairemos da posição em que estamos. Existem pessoas em nosso meio que já estão assim há muito tempo. Infelizmente, são pessoas que já perderam o alvo e que estão precisando urgentemente de uma visitação divina. Devemos constantemente orar para que o Senhor traga ânimo e abra a visão de Seu povo, para não nos contentarmos com fardos que não precisamos carregar (Is 46.2; Mt 11.30).

2. Os problemas da geração de Issacar.

A geração dos filhos de Issacar tinha a opção de viver sem negligenciar seus direitos, mas abriu mão da batalha para viver mediocremente. Destacamos três coisas importantes dessa geração a fim de extrair lições para nossas vidas (Rm 15.4).

2.1. Visão deturpada de si mesmo.
Uma geração vencedora certifica-se de “quem é e que deve fazer”. O que visualizou Issacar? Viu que o descanso era bom. Viu que a terra era fértil (terra de delícias), e, vendo isso, certamente descansou ali, mesmo com sofrimento. A única coisa que não viu, ou ignorou, foi a força que possuía (Gn 49.15). Eles poderiam se tornar a quarta geração vitoriosa. Era filho de Israel, o Jacó transformado e abençoado por Deus; era neto de Isaque, o filho da promessa; e bisneto de Abraão, o pai da fé. Havia um histórico de bênção, mas eles o ignoraram (Ef 1.18).

Issacar não era qualquer um, porque a bênção e as promessas de Deus já estavam sendo repassadas de pai para filho há três gerações. Eles eram vocacionados para a grandeza, mas ignoraram a oportunidade. Nós também cometemos erros similares quando fazemos a declarações de fé e agimos sem consciência alguma da posição que exercemos em Deus (1Co 1.26).

2.2. Falta de determinação.

Esta geração da tribo de Issacar não teve determinação, alvos, propósitos. Eles eram como a figueira que Jesus amaldiçoou. Estavam fincados na terra, mas jamais preencheram a expectativa pela qual foram postos ali. Muitos Cristãos em nossos dias precisam atentar para esse acontecimento. Não podemos limitar nossa visão ao ponto de não termos sonhos. Precisamos deixar nossa zona de conforto. O Senhor Jesus Cristo nos escolheu e nos nomeou para sermos frutíferos. Temos uma missão a cumprir. É preciso vencer o comodismo (Jo 15.6, 16).

Falta de determinação implica em apenas passar os dias e viver uma vida sem sentido. Não ter alvos nem propósitos é como viver sem chegar a lugar algum. Assim como Issacar, todos nós temos virtudes e precisamos ver aquilo que é importante em cada um de nós, o que realmente nos diferencia dos demais. Issacar era forte e precisava usar essa força. Descansou quando era a hora de lutar. Não podemos perder as oportunidades que o Senhor nos oferece (Hb 11.6).

2.3. Preguiça.
Durante muitos anos, a geração de Issacar viveu apenas no cumprimento da parte negativa da profecia de Jacó, seu pai. Estava difícil nascer na tribo de Issacar alguém que cumprisse a primeira parte da bênção. Em seu cântico Débora, juíza em Israel, informa que os principais da tribo de Issacar estavam com ela na vitória contra Sísera (Jz 5.15). Deus sempre espera que alguém tenha a coragem de crer em coisas extraordinárias (Rm 8.19).

Uma geração inteira pode fracassar, mas isso não significa que o que é ruim perdure eternamente. O Eterno sempre está disposto a fazer algo quando alguém se dispõe a acreditar. A fé nos aproxima de Deus. Está escrito: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações” (Tg 4.8). Tudo o que temos que fazer é dar o primeiro passo e mostrar para Deus que acreditamos nEle e não nas circunstâncias ao nosso redor. Ele mesmo disse em Sua Palavra: “De tu podes crer; tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23). Em Juízes 5, Débora canta sobre a vitória de Israel sobre Sísera, comandante do exército de Canaã. Nesse capítulo é dado um grande destaque para a tribo de Issacar (Jz 5.15). Eles não ficaram em cima do muro. Eles desceram e foram ajudar os seus irmãos, não só se preocupando se a tarefa seria fácil ou difícil. Aqui está uma qualidade que precisamos buscar e desenvolver em nosso caráter: a disposição de ajudar. Vivemos a grande crise do amor. Muitos se escondem atrás de instituições de caridade, mas de fato nada fazem pessoalmente por seus irmãos. Vivem apenas a teoria e não a prática.

3. Uma outra geração de Issacar.
O que o cronista registra acerca dessa outra geração dos filhos de Issacar é surpreendente. Ele lista duas qualidades que são de suma importância para os últimos dias da Igreja, pois refletem os atributos do homem espiritual, que tudo sabe interpretar (1Cr 12.32; 1Co 2.15).

3.1. Destros na ciência dos tempos.
Essa outra geração de Issacar não se apossou somente da força predita por Jacó. Ela se também foi possuidora de um conhecimento tanto humano quanto divino. Eles sabiam interpretar os tempos, eram atualizados em informação, dotados de conhecimento de causa. Nestes tempos difíceis que vivemos, urge a necessidade de um povo com essas características, pessoas que conheçam os tempos (Lc 12.54-56). Os tempos são trabalhosos, o anticristo está às portas, o arrebatamento se aproxima. Precisamos aprender a discernir entre o bem e o mal (1Co 2.11-13).

Nosso Senhor Jesus Cristo censurou os escribas por não saberem discernir os sinais de Sua vinda como o Messias prometido a Israel e os tempos ordenados antes da fundação do mundo. Mesmo com todo o conhecimento que tinham das Sagradas escrituras, o véu da revelação ainda perdurava. Esta geração de filhos de Issacar era destra no assunto e tinha entendimento para interpretar e revelar o que Israel devia fazer (1Cr 12.32).

3.2. Entendidos para instruir o reino e os súditos.
Essa geração dos filhos de Issacar possuía uma marca: a ciência dos tempos. Não eram pegos de surpresa, eles surpreendiam. Estavam sempre à frente e o rei só tomava decisões após consulta-los (1Cr 12.32; 1Co 2.14-15). Eram homens estrategistas, que sabiam o que o povo deveria fazer, como fazer em qualquer circunstância e o melhor momento. Foi um grande e importante reforço para Davi no momento de sua coroação em Hebrom (1Cr 12.23, 32). Tudo isso resultava no crescimento da nação, na expansão do reino, na grandeza do povo e na comunhão com Deus (Jl 2.28-30).

Maior que a sabedoria dos filhos de Issacar é a sabedoria do Espírito Santo, que conhece até mesmo as profundezas do Altíssimo. Somos extremamente privilegiados, porque o Consolador compartilha conosco de Seu infinito poder. Se os filhos de Issacar eram destros na ciência dos tempos, nós também podemos ser ainda muito mais, pois, o Espírito Santo, diz as Sagradas Escrituras, nos ensinará o que há de vir (Jo 14.26; 1Co 2.9-13). Um grande derramamento do Espírito Santo está previsto para os últimos dias e toda a terra se encherá do conhecimento dessa glória (Hc 2.14).

3.3. A sabedoria que influencia para o bem.

A ciência sempre contagia. Ela mostra o que um homem pode fazer através da capacidade humana. Porém, a ciência de deus é impactante, porque mostra o que um homem pode fazer quando está aliado ao Criador. Essa geração de Issacar era respeitada e reverenciada por todos, a começar pelo rei Davi, que não se movia sem os seus conselhos. Perdemos muito tempo na vida por não entender os tempos de Deus. Alguns homens se atrasaram ou se equivocaram na presença de Deus por não discernir o tempo, como Jonas e Sansão. Outros seguiram adiante pela fé, como heróis de Hebreus 11. Essa geração não somente conheceu, mas também influenciou seu rei e seus irmãos (1Cr 12.32).

Discernir o tempo certo de Deus redunda não somente em bênção para as nossas vidas, mas também para todos aqueles que estão ao nosso redor e fazem parte de nosso convívio. Precisamos orar e desejar receber a sabedoria espiritual para discernir o tempo e o modo (Ec 8.5).
A Bíblia fala de tempo oportuno (2Co 6.2), e que cada coisa tem a sua ocasião (Ec 3.1).

Conclusão.

A geração de Issacar nos estimula a viver e agir de forma diferente em nossos dias. Precisamos urgentemente aprender a interpretar os sinais de nosso tempo. Eles possuíam um altíssimo nível de ciência divina, e, hoje, o Espírito Santo nos convida para viver da mesma maneira em nosso tempo.

1. Como Issacar é representado?
R: Como um forte amante do descanso e do sossego (Gn 49.14-15).





2. Qual é a característica dos grandes heróis de Deus?
R: Sempre buscar forças na hora da fraqueza (Hb 11.34).




3. Do que Issacar não teve consciência?
R: De sua vocação (Ef 4.1).





4. De acordo com a lição, o que Deus sempre espera?
R: Que alguém tenha a coragem de crer em coisas extraordinárias (Rm 8.19).





5. Qual era a marca da outra geração de Issacar?
R: A ciência dos tempos (1Cr 12.32).





Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aprendendo com as Gerações Passadas, A importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade, Jovens e Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2017, ano 27, Nº 102, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.




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